PORTAL GPN – NOSSA TV – JORNAL ALL NEWS – REVISTA NOTICIA AO PONTO │ A paisagem do centro comercial de Marília mudou para pior: calçadas com portas de aço baixadas, placas de “aluga-se” acumulando poeira e prédios históricos abandonados transformaram o coração financeiro da cidade em um retrato vivo do esvaziamento econômico. No entanto, ao contrário da narrativa simplista de que o comércio apenas “precisa se reinventar”, a raiz do problema reside na ganância imobiliária, na especulação financeira desmedida e no egoísmo de grandes proprietários que preferem ver imóveis trancados e degradados a praticar valores compatíveis com a realidade do mercado.
O pequeno e médio comerciante mariliense sangra para manter as portas abertas. Pressionado por aluguéis abusivos, impostos e custos operacionais, o empresário local enfrenta a ilusão do patrimonialismo tradicional: proprietários abastados que, acomodados em suas fortunas, mantêm os valores nas alturas e se recusam a negociar, desconsiderando o impacto devastador que a vacância gera na economia da cidade. Enquanto a gestão pública se aliena na bolha das redes sociais e das campanhas virtuais do TikTok para mascarar os problemas reais, o comércio de rua definha à espera de coragem política e soluções estruturais.
A Especulação que Asfixia o Comércio Local
- Exploração Imobiliária: Valores de locação fora da realidade de mercado sufocam o fluxo de caixa dos lojistas e forçam o encerramento prematuro de empresas e empregos.
- Patrimonialismo Estéril: Imóveis comerciais inativos por anos no centro urbano, gerando degradação visual, insegurança e desvalorização do entorno.
- Falta de Coragem Política: Inércia do Poder Executivo em enfrentar os grandes especuladores e utilizar instrumentos legais de indução ao desenvolvimento urbano.
- Urgência do IPTU Progressivo: A aplicação do imposto progressivo no tempo para imóveis ociosos e subutilizados no centro da cidade é a única ferramenta capaz de combater a especulação e forçar a readequação dos aluguéis a patamares honestos.
Ignorar a agonia dos comerciantes para viver no mundo de ilusões do marketing digital é um desserviço a Marília. A revitalização do centro não virá com discursos evasivos, mas sim com a taxação firme da especulação e o apoio irrestrito a quem produz, gera empregos e movimenta a economia real.
Da Redação do Portal GPN


